23 de nov de 2011

ALTO RISCO DE CONTAMINAÇÃO NA ÁGUA DE MANGARATIBA

          ATENÇÃO POPULAÇÃO DE MANGARATIBA
A água que desce pelas nossas torneiras para escovarmos os dentes, para fazer café, para pôr o feijão de molho, para matar a sede, para tomar banho, que já é de qualidade duvidosa e escassa nos períodos de feriados e festas, está para se tornar uma fonte de doenças as nossas famílias e aqueles que nos visitam.

O asfaltamento da estrada RJ 149, que liga Mangaratiba a Serra do Piloto (5º distrito) é considerada de extrema importância para a região, porém 7 km desta via, margeia o Rio do Saco acima da captação da CEDAE, sendo a principal fonte de água da população de Mangaratiba (1º distrito).

Três são os grandes problemas ignorados pelas autoridades competentes:

Primeiro
ESCOAMENTO DE RESÍDUOS DEPOSITADOS SOBRE O ASFALTO PARA A ÁGUA DO RIO
Com o aumento do fluxo de caminhões e automóveis na via, resultará na contaminação do rio com resíduos tóxicos oriundos do desgaste das pastilhas de freios, pneus, lubrificantes e da queima de combustíveis de todos os veículos que por ali passarem, trasportados pela chuva, diretamente para o rio.



As estradas têm sido reconhecidas como grandes fontes de metais pesados para o ambiente, sendo os veículos uma das principais fontes de metais pesados depositados nas ruas, causando contaminação nos solos, na vegetação dos acostamentos e nas águas receptoras.

- ah ! mais ali não passa tantos carros !
Você já se perguntou o porque o governo estadual asfaltou aquela estrada, se não mora tanta gente assim lá em cima ?
Para o governo estadual, a obra é fundamental para o desenvolvimento econômico e social dos moradores e turistas, tornando a via mais estruturada entre Mangaratiba e Rio Claro, facilitando assim também um acesso mais rápido a São Paulo. O projeto além de asfaltamento e dos reparos, prevê a construção de uma nova ponte para o tráfego de caminhões pesados.  

Bom ! Agora nos resta rezar para que não ocorra nenhum acidente com caminhão transportando qualquer tipo de produto químico, o que contaminaria instantaneamente a nossa água.




Segundo:
AUMENTO DO LANÇAMENTO DE ESGOTO NO RIO
 As rodovias favorecem ao crescimento de construções e moradias com o desenvolvimento urbano e econômico das regiões que atravessam, ocasionando o aumento do lançamento de esgoto sem tratamento diretamente nos rios, no nosso caso no Rio do Saco. O aumento também é devido ao crescimento populacional da serra do Piloto e das construções nas margens do Rio e de seus afluentes: Córrego do Rubião, Corrégo do Matutu, Córrego Bela Vista, Córrego Nsª de Aparecida, Córrego do Mato Dentro e Córrego do Aurelino.



Terceiro:
DEGRADAÇÃO DAS VEGETAÇÕES AS MARGENS DO RIO E NASCENTES
As matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio ecológico,  oferecendo proteção para as águas e o solo, reduzindo o assoreamento dos rios e represas, impedindo o transporte de poluentes para a água. Formam além disso, corredores que contribuem para a conservação da biodiversidade; fornecem alimento e abrigo para a fauna; constituem barreiras naturais contra a disseminação de pragas e doenças da agricultura e durante seu crescimento, absorvem e fixam dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelas mudanças climáticas que tanto afetam o planeta.




AMIGOS: Busca-se aqui alertar as autoridades, as instituições e a sociedade como um todo, para que possam refletir que o progresso, a ocupação humana de forma desordenada e a interatividade social sem a preocupação com o meio ambiente, sem uma política consistente de avaliação sobre os ecossistemas, e principalmente, sobre a agressão gratuita ao Rio do Saco, pode se converter numa situação irreversível e danosa com implicações devastadoras sobre a vida de toda a população de Mangaratiba (especialmente o 1º distrito).

ÁGUA É VIDA, VIVA O RIO DO SACO



Carlos Ferreira: Morador de Mangaratiba, autor do blog, graduando em geografia e autor de projetos ambientais e da pesca espotiva amadora como desenvolvimento turístico.

Fabiano Teixeira: Morador de Mangaratiba, engenheiro sanitarista  e autor de projetos ligados ao meio ambiente.